PF
PRENDE 32 SUSPEITOS DE FRAUDE EM LICITAÇÕES
DA FUNASA EM RORAIMA
26/10/2007
Radiobrás
A
Polícia Federal prendeu 32 pessoas suspeitas de fraude
em licitações da Fundação Nacional
de Saúde (Funasa) em Roraima, para serviços
de táxi aéreo, obras de engenharia e compra
de medicamentos.
Na
Operação Metástase, realizada hoje (25),
foram mobilizados 252 agentes. Entre os presos estão
servidores da Funasa, sócios e administradores de empresas
que participaram das licitações. Segundo o coordenador
da operação, delegado Alexandre Ramagem, as
fraudes ocorriam desde a divulgação do edital.
“Havia
um ajuste de preços para sair vencedora a empresa envolvida
no esquema. A partir daí, havia superfaturamento, pagamento
por serviço não executado e desvio de verba
pública que beneficiava tanto a vencedora quanto as
outras empresas, além dos servidores que possibilitavam
este tipo de conduta”, explicou.
Os
presos responderão por fraude em licitações,
formação de quadrilha ou bando, peculato, corrupção
ativa e passiva, lavagem de dinheiro e crimes contra as ordens
econômica e tributária. Eles foram encaminhados
à superintendência da PF em cada estado e, posteriormente,
às cadeias públicas em cada cidade. Os mandados
de prisão preventiva, por cinco dias, foram expedidos
pela 1ª Vara da Justiça Federal de Roraima.
A
estimativa é de que a organização tenha
causado um prejuízo de R$ 34 milhões aos cofres
públicos. Além dos mandados de prisão,
também foram autorizados outros 46 de busca e apreensão.
Em
nota à imprensa, a Funasa informou que as denúncias
de formação de cartel pelas empresas que participaram
das licitações começaram a ser apuradas
por auditoria interna em outubro de 2005. E que os resultados
foram encaminhados ao Ministério Público Federal
em junho do ano passado.
A
Funasa explica ainda, na nota, que entre 2005 e 2006 realizou
outras dez auditorias em Roraima, envolvendo entidades não-governamentais
e a coordenação regional da instituição.
Os resultados destas auditorias foram encaminhados à
Controladoria Geral da União e os detalhes das denúncias
não foram divulgados, por já estarem no âmbito
da Polícia Federal. |