LEI
DA BIOSEGURANÇA EM CINCO IDIOMAS
07/08/2007
Agência
FAPESP
O livro Biossegurança e engenharia genética:
legislação brasileira, que acaba de ser lançado,
é voltado a pesquisadores envolvidos com acordos internacionais
de cooperação científica e trabalhos
em parceria com instituições de outros países.
Organizado
por Silvio Valle Moreira, pesquisador titular da Fundação
Osvaldo Cruz (Fiocruz), e Yara Barreira, pesquisadora do Instituto
Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm),
na França, a publicação traz em 144 páginas
a Lei de Biossegurança brasileira em francês,
espanhol, inglês e italiano, além do português.
A
idéia do livro surgiu para sanar dúvidas que
representantes de institutos de pesquisa parceiros da Fiocruz
tinham na hora de discutir especificidades de estudos que
esbarram na lei que regulamenta a produção e
comercialização de organismos geneticamente
modificados e o uso das células-tronco de embriões
humanos para fins de pesquisa.
“A
falta de conhecimento da legislação brasileira
sempre nos preocupou. Ela prevê que tanto as instituições
que financiam como as que participam de uma pesquisa na área
de engenharia genética no Brasil são co-responsáveis
pelos resultados, sejam positivos ou não”, disse
Moreira, coordenador dos cursos sobre biossegurança
da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio
da Fiocruz, à Agência FAPESP.
Segundo
ele, como a Lei de Biossegurança é complexa
e abrange desde microrganismos, plantas e produtos farmacêuticos
até animais e seres humanos, o livro permite que especialistas
de outros países também se aprofundem no texto
brasileiro.
“A
obra agilizará os acordos de cooperação,
dará mais segurança jurídica na transferência
de tecnologias e auxiliará as empresas estrangeiras
que desejam investir no campo da engenharia genética
no Brasil”, explicou.
Segundo
Moreira, a Fiocruz mantém acordos na área com
boa parte dos países da América Latina, África
e Ásia, além dos Estados Unidos e países
da Europa como França, Itália e Alemanha.
“É
difícil precisar quantos acordos de cooperação
internacional a Fiocruz tem atualmente, mas a maior parte
dos projetos realizados em parceria nas diferentes áreas
da biologia envolve experimentos e técnicas da engenharia
genética, o que justifica a tradução
da lei para outros idiomas”, afirmou.
O
trabalho de tradução foi realizado por meio
de profissionais junto às embaixadas dos países
no Brasil. O livro está sendo distribuído gratuitamente
para instituições brasileiras de ciência
e tecnologia que tenham trabalhos de cooperação
internacional na área de engenharia genética.
Mais
informações: [email protected] ou pelo
telefone (21) 2590-2073. |