desmatamento
PRODUTORES
NEGAM QUE PECUÁRIA SEJA RESPONSÁVEL PELO AUMENTO
DO DESMATAMENTO EM MATO GROSSO
21/09/2007
Agência Brasil
Imagens
de satélite constataram que duplicou o desmatamento
em Mato Grosso nos últimos meses. As organizações
ambientalistas denunciam que a causa estaria relacionada principalmente
ao crescimento das áreas utilizadas para pastos, estimulado
pelo aumento do preço da carne no mercado internacional.
A
Confederação de Agricultura e Pecuária
do Brasil nega que a criação de gado esteja
pressionando o desmatamento. Segundo o presidente do Fórum
de Pecuária de Corte da CNA, Antenor Nogueira, a região
onde ocorre o desmatamento não pode exportar carne
por causa da febre aftosa.
"Para
ter incentivo de aumento de preço, é preciso
ter a liberação de exportação.
Se essa zona amazônica não exporta, não
tem porque haver desmatamento", disse.
O
presidente interino da Federação da Agricultura
e Pecuária do Mato Grosso, Normando Carral, lembrou
que a pecuária ocorre no cerrado e não na floresta,
em áreas propícias para a criação
de gado e para a lavoura.
"Nenhum
país do mundo deixaria esse estado sem produzir. Nós
temos terras aqui com fertilidade, topografia e clima",
afirmou.
Adma
de Figueiredo, responsável no IBGE - Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística pela elaboração
dos mapas da Amazônia, afirmou que é histórica
a ligação entre o desmatamento e a produção
de carne. Admitiu, no entanto, que a pecuária usa técnicas
hoje em dia que evitam a degradação.
"O
que se verifica mais contemporaneamente na Amazônia
é um cuidado muito grande com o tipo de pastagem, com
o tipo de semente e com o tipo de capim que se planta para
não incorrer em risco que havia no passado de abandono
por causa da degradação das condições",
explicou.
A
carne bovina representa 12,5% das exportações
do Mato Grosso, e rendeu de janeiro a junho deste ano US$
288 milhões. O rebanho bovino do estado é de
26 milhões de cabeças. De 1990 a 2005, esse
rebanho aumentou em 195%. |